Roger Federer conquista 90.º título da carreira e faz história em Indian Wells

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Dois suíços, uma final. A decisão deste domingo em Indian Wells prometia e não desiludiu, com Roger Federer e Stan Wawrinka a darem espetáculo no último encontro do ano no Stadium 1 (o segundo maior court de ténis do mundo, só atrás do Artur Ashe Stadium) para encerrarem o “quinto torneio do Grand Slam” de forma entusiasmante. No final, foi o mais velho dos suíços a fazer história, ao vencer a 138.º final de carreira por 6-4 e 7-5 para conquistar o seu 90.º título.

Apurado para uma final pela segunda vez em 2017, Roger Federer tinha do seu lado o favoritismo frente a um adversário que muito bem conhece e contra o qual ganhou quase sempre, Stan Wawrinka, mas que até tinha saído por cima da única final em torneios ATP Masters 1000 que tinham discutido até agora.

E Wawrinka tinha avisado. “Toda a gente sabe que quanto mais longe chego num torneio, melhor jogo”, dissera antes do encontro, como que deixando o aviso ao seu compatriota e amigo. Dentro do court, na quarta final de carreira em torneios da categoria, o número 3 mundial, de 31 anos, foi ao encontro das declarações e apresentou-se como um verdadeiro muro para Federer, que teve de lutar muito para conseguir contrariar o ténis do seu compatriota e começar a desenhar os contornos de uma vitória histórica. Mas já lá vamos.

Se no primeiro set um break conseguido já na parte final do parcial fez a diferença, o segundo foi pautado por um maior equilíbrio e até foi Wawrinka quem entrou melhor, ao conseguir o break de entrada. Mas a resposta de Federer não se fez tardar e num piscar de olhos os dois suíços estavam novamente empatados. Taco-a-taco naquela que parecia começar a ser uma luta indiscutivelmente levada até ao tiebreak. Até que, a 6-5 para o mais premiado dos dois, Wawrinka cedeu à pressão do momento e viu-se a enfrentar um deuce num jogo de serviço que não podia perder.

Chegado o momento da verdade, Roger Federer fechou mesmo a vitória, que lhe permite celebrar a conquista do segundo título em 2017, juntando este ao troféu de campeão do Australian Open para assim consolidar ainda mais o primeiro lugar na Race to London.

Mas com a presença na final de Indian Wells, Federer tinha mais em jogo do que “apenas” a consolidação do primeiro lugar nessa corrida: na final (a primeira na Califórnia entre dois tenistas do mesmo país desde que Pete Sampras e Andre Agassi lutaram pelo título em 2001), o suíço de 35 anose 7 meses procurava os pontos que lhe bastariam para “roubar” o sexto lugar do ranking a Rafael Nadal, mas também tornar-se no tenista mais velho da história a vencer o ATP Masters 1000 de Indian Wells (ultrapassando o registo de Jimmy Connors, que venceu aos 31 anos e 5 meses), chegar ao 90.º título da carreira e igualar Novak Djokovic no topo da lista de jogadores com mais títulos na história do torneio: 5. E assim foi.

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.