Elena Vesnina quebra jejum de quase quatro anos com título mais importante da carreira

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Que semana brilhante realizou Elena Vesnina, que conquistou este domingo o título do WTA Premier de Indian Wells após ter levado de vencida a sua amiga e compatriota Svetlana Kuznetsova ao cabo de três partidas, encerrando assim uma seca de títulos que durava desde meados de 2013.

Num encontro bastante equilibrado e bem disputado de parte a parte, foi a menos cotada das duas russas, Vesnina (número 15 mundial), quem acabou por se impor nos momentos decisivos dos dois últimos sets, apelando à sua garra e instinto de sobrevivência rumo a um triunfo por 7-6(6), 5-7 e 6-3, em três horas e um minuto de batalha, sobre Kuznetsova, oitava classificada da hierarquia individual.

Apesar de (quase) sempre taco a taco, a decisão mostrou diferentes ‘caras’ e três parciais distintos no que diz respeito ao desenrolar do marcador. A primeira partida, embora tenha visto cada uma das duas jogadoras obter dois breaks, não foi pautada por fossos no resultado, uma vez que quem quebrava o serviço pouco depois voltava a “responder na mesma moeda”. Assim, o parcial inaugural foi conduzido a um inevitável tiebreak, onde Svetlana Kuznetsova acabou por prevalecer nos detalhes.

Já o segundo set, começou de forma muito favorável para Kuznetsova, que quase num ápice viu-se a comandar por 4-1 e praticamente já com uma mão no troféu principal. Porém, a reação de Elena Vesnina não se fez esperar e a menos cotada das russas alinhou quatro jogos de forma consecutiva para passar a liderar por 5-4 e dispor da oportunidade de fechar a segunda partida e levar a discussão à “negra”. Aí, Vesnina vacilou e Kuznetsova, mais experiente por estas andanças, aproveitou para igualar o parcial, só que Elena Vesnina voltou a fazer logo de seguida o break e à segunda tentativa não tremeu e arrecadou o parcial.

No parcial de todas as decisões, contrariamente aos sets anteriores, os breaks foram abundantes, com ambas as jogadores a acusarem a pressão do momento e a terem literalmente os nervos à flor da pele. Aparentemente mais fresca e obviamente mais moralizada pela vitória na segunda partida, Vesnina foi quem se revelou mais fria na fase final do encontro e, consequentemente, conseguiu um break precioso no nono jogo, servindo depois de forma eficaz para se sagrar vencedora de uma grande maratona.

Com este título, apenas o terceiro da carreira e o primeiro desde um longo hiato (os outros dois, no WTA International de Hobart e no WTA Premier de Eastbourne, foram ganhos em 2013), Elena Vesnina melhora o seu registo negativo em finais para três triunfos e sete derrotas e garante a subida inédita a um novo máximo de carreira, o 13.º posto, na atualização de rankings de amanhã.

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Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 2.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante da modalidade desde a adolescência.