Fed Cup. Bielorrússia fez história e suíças não deram hipóteses às vice-campeãs

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Sem a “mamã” Victoria Azarenka, a Bielorrússia conseguiu ser a grande surpresa de um fim de semana recheado de emoções e está pela primeira vez nas meias-finais da Fed Cup, onde não vai estar a vice-campeã França, que foi surpreendida pela Suíça. A inevitável República Checa completa o quarteto final.

Foi na Chizhovka-Arena, em Minsk, que uma à partida desfalcada Bielorrússia fez história, ao qualificar-se para as meias-finais do Grupo Mundial da Fed Cup naquela que é a sua primeira presença entre a elite da competição por equipas.

Victoria Azarenka, a mais recente mãe do circuito, não pôde estar presente na eliminatória por ter dado à luz recentemente (aponta o regresso para a temporada norte-americana) e a holanda parecia começar a aproveitar-se bem da sua ausência. Michaella Krajicek entrou bem e venceu o primeiro set, mas não foi forte o suficiente para impedir a recuperação de Aliaksandra Sasnovich (4-6, 6-3 e 6-2), que começava nesse encontro a caminhada histórica da seleção de leste da Europa.

Entre o seu primeiro triunfo e o segundo, Sasnovich viu Kiki Bertens (3-6, 7-6[8] e 6-4 a Aryna Sabalenka) empatar a eliminatória, o que só contribuiu para a emoção do segundo dia do confronto, em que derrotou a tenista holandesa, por 6-3 e 6-4, para recolocar a sua equipa na frente. Depois, coube à jovem de 18 anos Aryna Sabalenka dar o triunfo histórico à Bielorrússia, ao levar de vencida Michaella Krajicek por 7-6(5) e 6-4.

A equipa adversária da Bielorrússia nas meias-finais será a Suíça, que comandada por Timea Bacsinszky e Belinda Bencic derrotou as francesas, vice-campeãs, por 4-1 (com Bencic a derrotar Parmentier por 6-3 e 6-4 no encontro decisivo).

A completar a penúltima fase da competição estão os Estados Unidos da América, que venceram a Alemanha por 4-0, e a tricampeã em título República Checa, que levou a melhor sobre a Espanha, por 3-2, em Ostrava.

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.