Francisca Jorge: “Jogar pela primeira vez num par decisivo foi algo grandioso”

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Aos 16 anos, Francisca Jorge cumpriu esta quinta-feira um sonho ao estrear-se pela equipa portuguesa da Fed Cup. A tenista vimaranense, que já tinha confessado ao Ténis Portugal ser “um sonho” estar convocada, alinhou ao lado de Michelle Larcher de Brito num jogo de pares que era decisivo e ofereceu muito boa réplica a duas tenistas mais cotadas e experientes.

À conversa com o Ténis Portugal depois do dia de estreia, Francisca contou que “jogar na Fed Cup era algo de que eu sonhava e desejava fazer parte e ter jogado pela primeira vez num par decisivo foi algo grandioso e de que desfrutei. Dei o meu melhor, apesar de não ter corrido tão bem.”

A viajar pela primeira vez com a equipa, a jovem tenista talentosa só conheceu Michelle Larcher de Brito, a melhor tenista portuguesa de todos os tempos, quando Portugal viajou para Tallinn (onde está a disputar a Fed Cup), mas diz que “ao longo destes dias tenho vindo a conhecê-la e gostei muito de jogar com ela. Sabia que não tinha pressão nenhuma mas ela tinha tido um jogo muito difícil e longo antes e eu tinha de puxar por ela para estarmos juntas.”

O formato do Grupo I da Fed Cup faz com que ao longo de quatro dias várias equipas e jogadoras se cruzem e é habitual que algumas das maiores figuras da atualidade também marquem presença nesta fase. Este ano, é a vez da Johanna Konta, número 10 mundial, marcar presença, e a britânica até foi adversária de Portugal logo no primeiro dia, mas não negou uma fotografia: “A Konta é uma jogadora muito boa que mesmo sabendo que o é nunca desrespeita as adversárias e mantém uma postura exemplar. Apesar de ser uma equipa adversária, não resisti em pedir-lhe uma foto… 😊”

Depois de ter feito a sua estreia na competição, Francisca Jorge voltou a alinhar pelas cores de Portugal nesta sexta-feira, ao lado de Rita Vilaça — que subiu ao court pela primeira vez com a camisola da seleção nacional. Para amanhã, a equipa de Neuza Silva tem mais um desafio agendado, e de grande importância: a luta pela manutenção no Grupo I.

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.