Histórico. Federer derrota Nadal e regressa ao circuito com título no Australian Open

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Se dúvidas ainda houvessem, hoje foram dissipadas: Roger Federer reforçou (ainda mais) o seu estatuto enquanto maior campeão de todos os tempos ao conquistar o seu 18.º título do Grand Slam, no Australian Open, depois de ter ultrapassado na grande final o seu arqui-rival Rafael Nadal ao cabo de uma grande batalha de cinco partidas.

Naquela que era a decisão mais desejada por todo o mundo do ténis, que aguardavam por uma final Fedal em provas Major desde 2011 (quando Nadal derrotou Federer no encontro do título em Roland Garros), o ténis subtil e fulminante do campeoníssimo suíço levou a melhor sobre a consistência e a garra do maiorquino, resultando num triunfo com os parciais de 6-4, 3-6, 6-1, 3-6 e 6-3, em três horas e trinta e sete minutos de contenda, a favor do “Maestro”.

O primeiro set, e consequente início de encontro, mostrou de parte a parte um certo respeito normal de quem ainda está a tentar conhecer o jogo do respetivo adversário, em termos estratégicos, mas estranho e curioso atendendo ao facto de já se terem defrontado anteriormente por 34 ocasiões. Depois do golpe de serviço ter prevalecido ao cabo dos seis primeiros jogos, Federer obteve o break no sétimo jogo e a partir daí manteve-se seguro nessa pancada rumo à vitória na partida inaugural.

Na segunda partida, diferentemente, Rafael Nadal evidenciou-se mais próximo do ritmo de Roger Federer nas trocas de bola do fundo do court e quebrou o serviço do suíço logo no segundo jogo. Após ter confirmado essa preciosa vantagem, o espanhol voltou a fazer o break no quarto jogo para dilatar ainda mais o seu avanço no marcador, o que, embora a recuperação de um dos breaks por parte de Federer, fez com que descolasse para o triunfo nesse segundo parcial.

Tal como no parcial anterior, também a terceira partida demonstrou a clara superioridade de um dos protagonistas, com Roger Federer desde cedo a impor-se e a dominar as incidências. O “Maestro” quebrou o serviço de Nadal logo no segundo jogo, confirmou de seguida esse precioso break e voltou a “aplicar a dose” no sexto jogo, conquistando facilmente o set depois.

Obrigado a vencer a quarta partida para ainda ter hipóteses de vencer o título em Melbourne, Rafael Nadal não sucumbiu à pressão e fez o break no quarto jogo, segurando a partir daí os seus jogos de serviço e embalando para a vitória. Assim, a discussão do 35.º capítulo de Fedal seria decidida na “negra”, o mesmo é dizer, num quinto e derradeiro parcial.

Com confiança redobrada após a injeção de moral que lhe adveio do triunfo no quarto set, o “Touro” entrou a todo o gás no parcial decisivo, quebrando logo de entrada o serviço de Federer. Nadal foi mantendo esse avanço no marcador com relativa tranquilidade até ao sexto jogo, altura em que o campeoníssimo helvético reentrou na partida ao fazer o break. A partir daí, Roger Federer, “renascido das cinzas” e de novo em pé de igualdade, transcendeu-se e conseguiu no oitavo jogo novo break, tendo de seguida servido com sucesso para a conquista do título do Australian Open.

Este título, além de ser o primeiro em provas do Grand Slam desde Wimbledon 2012, significa mais história para o ex-número um mundial, uma vez que se torna no primeiro tenista a conquistar pelo menos por cinco vezes três dos quatro torneios do Grand Slam (Wimbledon por sete vezes, US Open por cinco vezes e agora Australian Open por cinco vezes). Simultaneamente, Roger Federer assegura o regresso ao top-10 mundial já na atualização de rankings de amanhã.

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Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 2.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante da modalidade desde a adolescência.

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