Campeonato Regional de Equipas sub 10, a competição onde o caráter e a educação são as grandes prioridades

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Às 10h deste sábado, o Centro de Ténis de Monsanto ficou repleto de meninos e meninas até aos 10 anos, todos reunidos pela mesma razão: o Campeonato Regional de Equipas sub 10 organizado pela Associação de Ténis de Lisboa.

Em torneios como este (integrado no Mini Tour da ATL, que conta ainda com outras sete provas), o resultado é o menos importante. Como Pedro Pissarra diz ao Ténis Portugal, “é uma competição importante porque alimenta muito o espírito de equipa em rapazes e raparigas que ainda estão a crescer.”

O coordenador regional de sub10 da Associação de Ténis de Lisboa e, ao mesmo tempo, responsável pela competição no Quinta da Marinha Health & Racket Club (onde há cerca de 130 aulas por mês) salienta que “para além do desafio técnico, de formar bem o atleta, há um grande desafio em termos de carácter, de educação e que considero ser o mais importante, porque estamos a falar de uma fase muito importante no crescimento dos miúdos.”

Enquanto nos vários courts de terra batida do Centro de Monsanto várias dezenas de jovens jogadores partilham o court em singulares, pares e nas laterais para apoiarem os colegas de equipa, Pissarra continua a falar ao Ténis Portugal da grande importância destas provas. “Hoje em dia tudo é mais fácil do que o ténis: isto é muito mais complicado do que ficarem em casa, no sofá, ou do que irem para o rugby ‘dar uns empurrões’ ou uns chutos na bola no futebol, porque são uma equipa e é tudo muito mais giro. E o iPad, e a Playstation… É tão fácil ficar em casa, Os miúdos são cada vez mais aliciados por mais desportos, mais desafios e mais tecnologias e esse é um dos desafios: fazê-los gostar do ténis.”

Nas palavras de Pedro Pissara, provas em equipa são aquelas de que os mais novos mais precisam: “O ténis evoluiu tanto que temos de pôr o estímulo da competição cada vez mais cedo, mas ao mesmo tempo saber equilibrar a balança e pôr algum estímulo de lazer para formentar o gosto pelo ténis, porque um miúdo para ser sempre profissional ou jogador de ténis ao fim de semana tem sempre de gostar de ténis. O mais importante é isso, independentemente de ser em competição ou ténis social. Essa tem de ser a preocupação número 1 em cada pai, em cada treinador, em cada instituição que queira trabalhar ténis, porque esse é o grande motor para o desenvolvimento na passagem de anos.”

No fundo, “as competições de interclubes alimentam muito o espírito de equipa e trazem gente para o ténis. Aqui, quando os miúdos não estão a jogar não estão aborrecidos porque não estão sozinhos, têm os outros, têm um colega a jogar e vão puxar por ele. É uma coisa muito importante no ténis e em que se vai ter de apostar cada vez mais”, conclui, fazendo por várias vezes referência às melhorias que se têm vindo a verificar nos últimos anos e confiante de que mais pode continuar a ser feito na área da formação.

Quando a conversa terminou, os mais novos ainda jogavam. Dentro e fora dos campos, quase sempre de raquete na mão, às vezes à apanhada — em equipa. Amanhã, às 10h, lá estarão novamente. Uns vão vencer, outros não, mas como dizia um treinador aos seus jovens jogadores durante um dos encontros de pares, “perder ou ganhar não é o mais importante. Divirtam-se e sejam uma equipa, estejam sempre lado a lado.”

Galeria de fotografias deste sábado, 14 de janeiro de 2017:

Campeonato Regional de Equipas (sub 10), Lisboa | 14-01-2017

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.