Australian Open 2017: previsões da equipa

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A poucas horas do começo da edição de 2017 do Australian Open, a equipa do Ténis Portugal partilha as já habituais previsões relativamente aos campeões dos quadros principais de singulares feminino e masculino. Mas há mais: convidamos os nossos leitores a partilharem os seus palpites quer na caixa de comentários deste artigo, quer através das redes sociais.

Campeã Feminina

Gaspar Ribeiro Lança: Serena Williams – É a “suspeita” do costume e se é verdade que o circuito feminino está bem em aberto, Serena Williams continua a saber melhor do que qualquer uma das suas adversárias o que é preciso para triunfar em Melbourne Park. O desaire na final do ano passado serviu-lhe de aviso e, com os objetivos postos em “conquistar mais títulos do Grand Slam, não apenas o 23” (que lhe permitirá isolar-se de Graff na lista de jogadoras com mais troféus), a norte-americana é não só a jogadora mais capaz de fazer frente à campeã em título como aquela que mais possibilidades tem de voltar a vencer o Australian Open.

Francisco Semedo: Angelique Kerber – Neste momento o quadro feminino é do mais imprevisível que pode haver. A minha aposta recai sobre a número um mundial, Angelique Kerber. Apesar do inicio de época não ter sido o mais animador com derrotas muito precoces nos dois torneios que realizou até ao momento, a alemã defende pela primeira vez na carreira o estatuto de campeã em título. Para mais a época para ela começa agora, pois toda a pré temporada foi feita a pensar em estar o melhor possível para enfrentar o primeiro Grand Slam da temporada. A motivação também estará muito alta e a concentração será claramente outra pelo que não será fácil a qualquer jogadora do quadro principal destronar a vencedora de dois dos últimos 4 Majors.

Jorge Marques: Angelique Kerber – Apesar de não ter tido um início de época condizente com o seu estatuto, a alemã apresenta-se como número um mundial e campeã em título do Australian Open e por isso decerto que quererá mostrar essas credenciais. A jogar em condições normais e estando saudável, Angelique Kerber pode muito bem repetir a vitória do ano passado no “Happy Slam”.

Rita Costa Ferreira: Karolina Pliskova – Com um quadro favorável até aos quartos de final onde apenas tem Agnieszka Radwanska como a adversária mais temível, a checa mostrou estar em grande forma ao vencer o primeiro WTA Premier em Brisbane e já tem a experiência do ultimo US Open onde foi finalista. Para além de estar altamente moralizada dispõe de um “arma”, que poucas têm, e que lhe pode resolver jogos, o seu serviço.

Daniel Sousa: Garbiñe Muguruza – A espanhola precisa de encontrar uma maior consistência, é certo, mas todos sabemos o quão perigosa se torna se conseguir ultrapassar as primeiras duas/três rondas. Encontrando a consistência necessária e aliando esta às suas potentes e agressivas pancadas, Muguruza é forte candidata a erguer o troféu em Melbourne Park.

Pedro Henrique: Karolina Pliskova – A checa já demonstrou que tem o que é preciso para chegar aos títulos do Grand Slam. Esteve perto de ser campeã do US Open e fez uma temporada de 2016 soberba. Normalmente esperaria-se que a jogadora descesse um pouco o nível, tal como acontece com muitas jogadoras quando atingem o topo pela primeira vez, como foi o caso de Eugenie Bouchard, mas Karolina Pliskova veio mostrar que chegou ao topo para ficar quando ganhou o troféu de Brisbane no início desta temporada. Creio que o seu serviço e as suas direitas com pouco spin vão ser a chave para levar um troféu de campeã para casa.

Campeão Masculino

Gaspar Ribeiro Lança: Andy Murray – Depois de 2010, 2011, 2013, 2015 e 2016 (isso mesmo, são já cinco as finais perdidas por Andy Murray em Melbourne), o britânico tem aqui a maior oportunidade da carreira até ao momento para triunfar na Austrália: não por um baixar de ritmo dos adversários, mas porque é pela primeira vez o primeiro candidato ao título de um torneio do Grand Slam e atravessa o melhor momento da carreira. Depois da forma fenomenal como se exibiu na segunda metade de 2016, chegou ao primeiro lugar do ranking, conquistou o ATP World Tour Finals e até já é… Sir. Será assim, aliás, que o speaker se referirá a ele quando o anunciar nos courts de Melbourne Park.

Francisco Semedo: Andy Murray – Neste momento existem dois jogadores um patamar claramente acima do resto da concorrência. São eles Andy Murray e Novak Djokovic. As escolha teria de recair sobre um destes dois e optei pelo melhor jogador da actualidade. Este será possivelmente o torneio que poderá definir muita coisa no ranking mundial. Murray chega a Melbourne pela primeira vez como primeiro do ranking e o título na cidade australiana fará com que Djokovic não lhe retire esse estatuto tão cedo quanto isso. O britânico que se apresenta no quarto de Roger Federer não terá tarefa nada fácil até à final mas o nível de jogo apresentado na final de Doha diz.nos que não muito dificilmente o escocês perderá para jogador que não o sérvio no Australian Open. A grande incógnita será uma possível final com Djokovic pois não se sabe ao certo o quanto a derrota em Doha lhe afectou a confiança ou que foi uma chamada de atenção para trabalhar mais. Também o facto de ter sido nos últimos anos o crónico finalista do Australian Open poderá ser ou não uma força extra para bater pela primeira vez numa final o tenista de Belgrado.

Jorge Marques: Novak Djokovic – Bicampeão em título e seis vezes campeão, o sérvio sente-se como “peixe na água” em Melbourne Park. Apesar de ser neste momento número dois mundial e de ter a concorrência feroz de Andy Murray, líder do ranking ATP, creio que Novak Djokovic tem de ser encarado como o principal favorito ao título pelo facto do Australian Open ser o Grand Slam onde mais sucesso tem tido ao longo da sua carreira.

Rita Costa Ferreira: Novak Djokovic – O campeão da última edição do major Australiano está com a confiança em alta depois de ter ganho Andy Murray em Doha e no quadro principal, tem caminho livre até às meias-finais onde pode defrontar Nadal ou Raonic. Mesmo assim acho que caso chegue à final, a frescura física mas também mental podem fazer a diferença e Djokovic é o que está melhor posicionado depois da semana que teve em Doha.

Daniel Sousa: Milos Raonic – Porque não? O canadiano está a ter um início de época interessante depois de ter afirmado ter ficado muito contente com a pré-época e que está perto de jogar o seu melhor ténis de sempre. Com as adições novas na sua equipa técnica para dar o passo seguinte, acredito que esse possa ser dado já em Melbourne.

Pedro Henrique: Novak Djokovic – o número dois do ranking já tem 6 títulos de vencedor em Melbourne e mostrou-se em boa forma no início da temporada ao derrotar o número um mundial, Andy Murray, em Doha, para conquistar o troféu de campeão. Apesar de ter uma primeira ronda muito difícil – contra Fernando Verdasco – penso que vai conseguir ultrapassar todos os obstáculos e conquistar um 7.º Australian Open.

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[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.

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