“Ténis deve preservar os adultos”, por Hugo Ribeiro

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O ténis atravessa o melhor momento da sua história. Esta semana divulgaram-se os números de 2016 de audiências televisivas, assistências nos torneios, e mediatização. São só recordes.

A coexistência de ídolos empolgantes é única. Terá havido outro período com quatro estrelas a competirem em simultâneo como os membros do “Big Four”, Roger Federer, Rafael Nadal, Novak Djokovic e Andy Murray, aos quais se acrescenta Serena Williams?

Só estes cinco megacampeões somam 68 títulos de singulares do Grand Slam.

Contudo, pertenço àquela geração que viu o ténis globalizar-se com ícones como Bjorn Borg, Guillermo Vilas, Jimmy Connors, John McEnroe.

Há uma nostalgia impossível combater e lembrei-me disso quando há dias estive no lançamento da Academia Mike Davis no Clube de Ténis do Estoril, reforçando um relacionamento que vinha da marca portuguesa de roupa patrocinar o Millennium Estoril Open.

A Mike Davis foi criada em 1976 e houve uma altura que todos os craques portugueses eram equipados por ela. A tradição foi recuperada com o apoio ao nº1 nacional João Sousa, um autêntico modelo da sua linha de “sportswear”.

A nova academia é destinada unicamente a adultos e muitos deles são saudosos dessas décadas de 70 e 80.

Se o ténis está a crescer em notoriedade, está igualmente a perder número de praticantes, sobretudo em adultos, que se transferem para o golfe, o padel e outros desportos.

É imperativo criar incentivos aos adultos para que permaneçam na modalidade. Precisa-se de ideias e esta academia poderá ajudar a encontrar algumas respostas.

Texto escrito conforme o Acordo Ortográfico – convertido pelo Lince.
Artigo também publicado no Jornal i desta sexta-feira, dia 9 de dezembro.

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Hugo Ribeiro

Comentador de ténis e de golfe no Eurosport.