Fred Gil on Tour – 8.ª Edição

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A rubrica Fred Gil on Tour, escrita pelo tenista sintrense enquanto viaja pelo circuito profissional, regressa dias depois de Fred Gil ter atingido, em mais um torneio Future que disputou em Hammamet, as finais de singulares e pares, acabando por se sagrar vice-campeão em ambas as variantes. Não perca:

“Olá! Pela Tunísia, as rotinas continuam muito semelhantes às do início do ano, mas desta vez acompanhado pelo meu treinador, Gonçalo Figueiredo.

Temos feito um bom trabalho e somos muito profissionais no dia a dia. Estas duas finais resultam também da fase em que estou e do trabalho que a minha equipa tem vindo a desenvolver comigo. Vou dar mais um salto em termos de ranking e continuo com vontade de chegar mais à frente e realizar todos os meus sonhos, como sempre quis.

O circuito é interessante mas repetitivo, os dias são sempre muito iguais, as rotinas ajudam mas cansam. O desgaste emocional da competição também é duro de aguentar e cansa fisicamente também. Tenho jogado computador para espairecer, ando viciado num jogo (GTA V).

Ser Pai à distância também não é fácil e batem as saudades, tenho tido um apoio bom da minha família e namorada, ajuda muito. Sempre que conseguimos tentamos estar juntos e apoiar-nos uns aos outros aqui em torneios, refiro-me aos jogadores portugueses, mas cada um tem os seus horários e rotinas. Vê-se muitos jogadores “perdidos” e com pouco rumo. Vê-se quem trabalha e quer mais, quem vai dar o salto numa questão de tempo. Acaba por ser um circuito profissional mas muito amador ao mesmo tempo, é o que vejo aqui a este nível.

Tenho acompanhado os resultados internacionais dos portugueses e cada vez estão melhores. Nos últimos anos demos um grande salto a todos os níveis. Este novo projecto do CAR (Federação Portuguesa de Ténis) também me parece bom, desejo boa sorte e bom trabalho ao meu amigo e ex-colega Rui Machado. Vi de perto e estão a trabalhar bem.

De resto, keep working. Até breve.”

Fred Gil

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Fred Gil

Fred Gil tornou-se, em 2010, no primeiro tenista português da história a chegar à final de singulares de um torneio ATP, sagrando-se vice-campeão do Estoril Open. Ao longo da carreira, somou inúmeras vitórias que o levaram a adquirir o estatuto de melhor tenista português de sempre, tendo, em abril de 2011, chegado ao 62.º lugar do ranking ATP para, à data, se tornar no tenista português com melhor classificação de sempre. No ano de 2011, surpreendeu o número 10 mundial e 8.º cabeça de série Gael Monfils para se estrear em quartos de final de torneios ATP Masters 1000 (em Monte Carlo). Na temporada seguinte, chegou à terceira ronda do Australian Open e sagrou-se vice-campeão de pares do ATP 250 Viña del Mar.