Del Potro sobre Djokovic: “Foi uma das pessoas que mais apoio me deu durante a minha recuperação”

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Numa entrevista dada ao jornal La Nación, o novo herói da Argentina, Juan Martín Del Potro, falou da experiência que viveu durante a última semana nos Jogos Olímpicos. Depois de ter sonhado e feito sonhar o seu país, o ex-campeão do US Open está de volta mas não esquece que “há 14 meses estava a viver um pesadelo e hoje estou a viver um sonho“.

Questionado sobre se esta medalha é mais importante que a sua vitória no US Open em 2009 o argentino não teve dúvidas em eleger o torneio olímpico, “nos Jogos Olímpicos vêem-nos os amantes do ténis e do desporto, mas também pessoas que não fazem ideia o que é uma raquete. Também tive muita notoriedade porque ganhei ao Djokovic, que era o grande candidato à medalha de ouro. Isso deu a volta ao mundo. Depois ao Rafa [Nadal] e depois joguei quatro horas na final contra o Murray“, frisou.

Na final, segundo o tenista de 27 anos, as coisas não foram nada fáceis, tendo mesmo passado maus momentos “fisicamente achava que não ia aguentar. Houve um momento que já não seguia o marcador, estava muito mal disposto, perguntei até ao arbitro como estávamos porque me sentia muito mal, não tinha forças. Mas foram passando os sets e as horas e consegui fazer o jogo todo“.

No entanto, o ex-número quatro mundial não esquece a desilusão quando tomou conhecimento do sorteio nas Olimpíadas do Brasil, “Imaginem quando saiu o quadro principal e vi que me tinha saído o Djokovic. Brinquei com os meus amigos ‘bem..podem ir preparando um churrasco, que estou de volta dentro de uns dias’. Foi uma desilusão quando vi o sorteio, porque também me lembrei que antes era cabeça de série e os evitava e agora tenho de viver com esta realidade.

E o que tem a dizer o argentino sobre os líderes do ranking mundial (Djokovic, Murray e Nadal) que lhe teceram vários elogios? “O Murray riu-se porque quando lhe estavam a entregar a medalha estavam a  gritar pelo meu nome. Quando ganhei ao Nole [Djokovic] disse-me palavras de um grande campeão. Foi uma das pessoas que mais apoio me deu durante a minha recuperação. É difícil falar com tenistas sem ser de desporto, mas tenho uma relação especial com ele por isso cumprimentamo-nos na rede daquela forma“, salientou.

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Praticante desde cedo, seguidora uns anos mais tarde mas sempre com a esperança que o ténis português, em especial o feminino, consiga um dia chegar ao topo.