Maria Jose Luque Moreno conquista Lisboa Women’s Open com vitória sobre ex-top 50 mundial

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LISBOA – A Espanha pode não constar na “ficha” da final do Campeonato Europeu de futebol, mas para Maria Jose Luque Moreno este será sempre um domingo feliz: a tenista espanhola somou o seu quinto triunfo consecutivo no Lisboa Racket Centre e é a grande campeã do primeiro quadro principal de singulares do Lisboa Women’s Open.

Com uma caminhada praticamente irrepreensível ao longo de toda a semana, Luque Moreno só perdeu um set e logo no encontro de estreia, frente à suíça Sara Ottomano; Laine chegava em situação idêntica à final, mas forçada a três horas e meia de jogo na meia-final com Maria João Koehler, que se seguiu de um regresso ao court que a sagraria campeã de pares, frente a Inês Murta.

E foi mesmo esse o aspeto fundamental para a decisão do encontro: a frescura física. Visivelmente desgastada (chegou a ser assistida à virilha), a finlandesa de 30 anos, que é 607.ª mas já foi 50.ª (em 2006, um dos anos em que mais brilhou no circuito mundial, disputando vários dos torneios com maiores prémios), teve algumas “janelas” de oportunidades para recuperar terreno, mas acusou o cansaço e viu Luque Moreno aproveitar a maior disponibilidade de que dispunha para criar moça com as suas pancadas e muita paciência.

Mais focada e determinada que a adversária, a tenista espanhola consumou a vitória por 6-2 e 6-3 ao cabo de uma hora e trinta e cinco minutos frente à quarta pré-designada, erguendo assim o segundo troféu da carreira ao nível internacional. Em relação ao primeiro (conquistado em Valladolid, Espanha, na época de 2015), tem em comum a superfície rápida.

No final do encontro, a jovem tenista espanhola disse estar “muito contente pela vitória. Joguei bem durante todo o torneio e espero que seja importante para as próximas semanas. O torneio foi muito bom, receberam-me e trataram-me todos muito bem.”

A derrota não impede Emma Laine de sair de Portugal com uma boa recordação, dado que na jornada de sábado celebrou, ao lado da britânica Samantha Murray, a vitória na competição de pares — consumada com os parciais de 7-6(5) e 6-3 sobre Inês Murta e Mathielde Armitano.

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.