A vida no circuito com Frederico Silva #2, por Pedro Felner

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[Nota da redação: Esta é a segunda entrada de Pedro Felner, Diretor Geral da Felner Tennis Academy e treinador de Frederico Silva, no Ténis Portugal. Todos os textos podem ser encontrados aqui].

Olá a todos,

No momento em que vos escrevo, estou sentado no vôo que nos leva de Perugia a Londres. Depois de duas semanas com o Frederico em Itália (primeiro na Sicilia e depois em Perugia), espera-nos em Londres a primeira participação em torneios do Grand Slam. Já lá vamos.

Entretanto, em Itália, sabor um pouco agri-doce. Dois torneios de categoria Challenger e duas derrotas na primeira ronda.

Por um lado desiludido por vir de Itália sem vitórias e sem pontos, depois de ver o Frederico fazer excelentes jogos. Por outro, muito feliz pelo desempenho dele nos dois encontros que fez. Jogou a um grande nível. O seu ténis está a evoluir e sinto-o cada vez mais perto dos melhores. Perdeu em dois sets muito apertados contra Lorenzi (#54 ATP e futuro vencedor do torneio) e na semana seguinte em 3 sets contra Andreozzi (!145 ATP e um dos jogadores com mais potencial no circuito. Seguramente top 100 num futuro próximo).

Os Challenger não têm nada que ver com os torneios de nível Future. A diferença é muito grande e a adaptação a esta nova realidade exige tempo, determinação e persistência. Os jogadores são normalmente mais completos, mais profissionais, estão bem enquadrados tecnicamente e não há jogos de “borla”. As primeiras rondas são normalmente muito duras, ainda mais para quem não é cabeça-de-serie.

É outro nível de exigência mas gostamos de estar aqui. É este o próximo desafio. Vamos tentar jogar o máximo de torneios Challengers possível. Tentar aprender todos os dias e ganhar experiência. Estou certo de que os jogos irão começar a pender mais para o nosso lado.

Quanto a Wimbledon, cá vamos nós… estamos entusiasmados por voltar a jogar na relva. O Frederico gosta de jogar aqui e tem características que o fazem ser competitivo neste piso. Enquanto júnior foi aos oitavos de final de singulares por duas vezes e fez uma meia-final de pares. Aqui não há adversários fracos. Todos estão no top 250 do Mundo. No entanto, seria bom ter uma primeira ronda com um adversário menos talhado para estes pisos para podermos ganhar ritmo e confiança. Vamos ver se aqui temos mais sorte no sorteio!

Até breve!

Pedro Felner

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