Fred Gil on Tour – 5.ª Edição

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Em Portugal a disputar uma série de torneios Future (Caldas da Rainha, Lisboa, Setúbal, Lisboa), Fred Gil falou ao Ténis Portugal sobre os novos eventos organizados em Portugal e as dificuldades que um tenista enfrenta em muitas das provas desta categoria.

Este clima e condições de torneios têm sido duros. O facto de não haver campos cobertos mais acessíveis complica a organização destas provas.

Acho também que os nossos torneios Future poderiam ter mais brilho na forma como são organizados: terem mais condições para os jogadores e staff, terem eventualmente apanha bolas, fazerem mais publicidade aos seus patrocinadores, mexerem-se mais. Fazemos, mas tudo muitas vezes pelos mínimos. Sinceramente, é o que sinto e vejo que se podia fazer mais.

O facto de se fazer já é bom, sem dúvida, mas vamos lá para mais! Temos um bom clima (normalmente), condições de infraestruturas boas em Portugal, vontade de fazer, agora é melhorar sobre isso. Como já joguei muitos torneios vejo outras coisas e hoje em dia quem organiza fá-lo pela primeira vez e ainda levam a mal algumas críticas. O ténis cresce mas devagar.

Nas Caldas da Rainha foi um exemplo. A final do torneio terminou pelas 2h da manhã. Mudámos de piso, fez-se tudo por acabar. Sou-vos sincero: muitas vezes perco a vontade de jogar estas provas. São mais as dificuldades que a motivação/condições de seguir. Continuo porque quero muito por dentro, porque por fora muitas vezes há muito pouco.

Fred Gil

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Fred Gil

Fred Gil tornou-se, em 2010, no primeiro tenista português da história a chegar à final de singulares de um torneio ATP, sagrando-se vice-campeão do Estoril Open. Ao longo da carreira, somou inúmeras vitórias que o levaram a adquirir o estatuto de melhor tenista português de sempre, tendo, em abril de 2011, chegado ao 62.º lugar do ranking ATP para, à data, se tornar no tenista português com melhor classificação de sempre. No ano de 2011, surpreendeu o número 10 mundial e 8.º cabeça de série Gael Monfils para se estrear em quartos de final de torneios ATP Masters 1000 (em Monte Carlo). Na temporada seguinte, chegou à terceira ronda do Australian Open e sagrou-se vice-campeão de pares do ATP 250 Viña del Mar.