Novak Djokovic: “Quando entrei em campo sabia que poderia fazer história”

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Após ter arrecadado o Australian Open pela sexta vez na carreira, Novak Djokovic fez história ao igualar o número de troféus (11) do Grand Slam conquistados pelos lendários Rod Laver e Bjorn Borg, facto que não deixou o sérvio indiferente. “Não posso mentir e dizer que não pensei nisso. Claro que estava na minha cabeça. Quando entrei em campo sabia que poderia fazer história. Foi uma grande motivação para mim”, começou por dizer aos jornalistas na conferência de imprensa.

O sérvio fez depois uma análise do duelo frente a Andy Murray, adversário que já havia derrotado em Melbourne Park nas finais de 2011, 2013 e 2015. “Comecei o jogo muito bem, como aconteceu com o Federer, com poucas coisas mal feitas. Fui muito agressivo e joguei da forma como queria jogar contra o Andy. Executei o ‘plano’ de forma perfeita durante um set e meio, mas depois o Andy começou a servir melhor, voltou ao jogo. O segundo set decidiu-se por poucos pontos, tal como o terceiro. Acho que podia ter feito melhor, mas o mérito é todo para ele por lutar e demonstrar porque é um dos melhores do mundo”, comentou o número 1 mundial.

Depois de ter começado o ano de 2016 da melhor maneira, ao sagrar-se campeão do torneio de Doha e agora do Major Australiano e de ter conseguido vitórias claras sobre os seus mais directos adversários (Federer, Nadal e Murray), Djokovic diz que não mudou em nada a sua atitude. “Continuo a ser humilde e discreto, apesar de muito satisfeito e orgulhoso pelo que já alcancei”, sublinhou.
Quanto ao facto de ter beijado o court no final do jogo, o sérvio disse em tom de brincadeira que “tive um romance com a Rod Laver Arena (principal court de Melbourne Park) durante muitos anos e espero que dure muitos mais”. Agora, o objectivo de Novak Djokovic é claro: vencer Roland Garros, o único torneio do Grand Slam que não consta no seu currículo (finalista em 2012, 2014 e 2015).

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Praticante desde cedo, seguidora uns anos mais tarde mas sempre com a esperança que o ténis português, em especial o feminino, consiga um dia chegar ao topo.