Djokovic e Murray. Os suspeitos do costume

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É já no próximo domingo, dia 31, que Novak Djokovic e Andy Murray voltam a medir forças, naquela que será a quarta final do Australian Open disputada entre estes dois tenistas.

O tenista sérvio, que se impôs com grande nível e autoridade nas meias-finais contra o “campeoníssimo” suíço Roger Federer, procurará na final de domingo tornar-se no primeiro jogador da Era Open a vencer seis títulos em Melbourne e garantir, para já, um lugar na história do ténis ao lado de Bjorn Borg e de Rod Laver, com um total de 11 títulos do Grand Slam.

Djokovic venceu até hoje todas as finais que disputou na Rod Laver Arena. Alcançou a primeira, ainda com 20 anos, frente a Jo-Wilfried Tsonga em 2008, a segunda frente a Andy Murray em 2011 e a terceira, que é considerada a final mais longa de sempre de um torneio do Grand Slam (5h53), foi ganha contra o grande rival Rafael Nadal. O atual número 1 do mundo conquistou o título ainda nas duas últimas edições da prova (2014 e 2015), ambas contra Andy Murray.

Por seu lado, o tenista escocês apresenta um embaraçoso registo em finais do Australian Open, tendo perdido as quatro que disputou até à presente data, 3 contra Novak Djokovic (2011, 2104 e 2015) e uma contra Roger Federer (2010). Será, por isso, natural que o número 2 mundial queira começar a inverter este registo, até porque, recorde-se, os dois únicos títulos do Grand Slam que possui no seu currículo foram alcançados precisamente frente a Novak Djokovic (US Open 2012 e Wimbledon 2013).

No entanto, após a vitória de Murray em apenas três partidas na final de Wimbledon em 2013, os dois viriam a defrontar-se por mais onze vezes, registando-se dez vitórias para o sérvio e somente uma vitória para o escocês, que ocorreu em agosto de 2015, na final do Masters 1000 de Montreal. Em termos totais, o confronto direto também não é favorável a Andy Murray, que apenas regista nove vitórias contra vinte e uma do sérvio.

O favoritismo de Djokovic poderá ser ainda reforçado pelo facto de Andy Murray ter sido obrigado a disputar 5 sets na meia final contra Milos Raonic, num jogo que durou mais de 4 horas, e dispor de um dia a menos que Djokovic para recuperar para a final de domingo.

Estarão assim este domingo frente a frente na final do Australian Open o primeiro e o segundo classificados do ranking mundial, a qual poderá permitir a Novak Djokovic ascender mais um patamar na história do ténis e colocar-se lado a lado com Bjorn Borg e Rod Laver na lista dos melhores tenistas de sempre. A não perder domingo às 8:30, com transmissão em direto no Eurosport.

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Advogado / Praticante de ténis