João Domingues: “É um orgulho ser Campeão Nacional”

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Orgulhoso. Foi assim que João Domingues se apresentou na conferência de imprensa pós-vitória na final do Campeonato Nacional Absoluto/Taça Guilherme Pinto Basto deste sábado, em que conseguiu regressar aos títulos na competição quatro anos depois. Já Francisco Cabral, faz um balanço positivo da prova e só se mostra desapontado por não ter desfrutado do jogo como nas rondas anteriores.

João Domingues, bicampeão nacional absoluto

“Estou bastante contente por ser campeão nacional. Tinha chegado à final nos últimos dois anos, fui vice-campeão contra o Rui [Machado] e este ano estava numa posição diferente. Era o favorito, nunca tinha passado por esta experiência, o Francisco era o mais novo e estava a vir de uma excelente semana, com ótimas vitórias, confiante, a jogar muito bem. Também jogou bem a final e fez com que o jogo fosse [disputado] a um bom nível e estou bastante contente. Era um dos objetivos definidos.”

Comparações entre os dois títulos? “É diferente, totalmente diferente. Quando ganhei o Campeonato Nacional pela primeira vez estava na pele do Francisco. Não tinha responsabilidades nenhumas, estava solto e não era um dos meus objetivos na altura. Este ano era, como foi nos últimos dois. No ano passado não consegui, fiquei triste, desapontado comigo, mas este ano consegui e estou muito contente. É um orgulho porque o Campeonato Nacional tem o seu prestígio, acho que todos os jogadores portugueses gostariam de o ganhar.”

Francisco Cabral, vice-campeão nacional absoluto

Pressão? Não foi um fator decisivo no encontro… “Antes do jogo estava naturalmente nervoso por ser a ronda que é e por estar surpreendido pela prova que realizei. Não perdi o jogo por nervos, longe disso. Foi mais por mérito do João, pela estratégia e pela forma como ele jogou, conseguiu anular as minhas pancadas, coisa que não tinha acontecido nas outras rondas e foi maioritariamente por isso que o encontro em termos de resultado foi tão desnivelado.”

“Só estou desapontado não pelo facto de ter perdido, porque eu não estava à espera de ganhar, mas por não ter desfrutado do jogo como desfrutei nas rondas anteriores. Estava um bocadinho mais irritado por não estar a conseguir aplicar o meu jogo.”

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.