A final a que o campeão do mundo de F1 foi impedido de assistir

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Não há excepções. Seja inglês, campeão do mundo de uma outra modalidade, em Wimbledon nenhum ‘título’ faz com que seja quebrado o código. Nem para os jogadores nem para os convidados, que só lhes vêm a entrada na Royal Box do Centre Court do All England Club ser permitida caso cumpram as regras de vestuário estipuladas pelo clube britânico.

E que o diga Lewis Hamilton, piloto da Mercedes que na última temporada venceu pela segunda vez na carreira o campeonato do mundo de Fórmula 1 (este ano está novamente em primeiro, ainda a sensivelmente meio do calendário). Se de manhã o inglês de 30 anos — que vem de uma vitória em Silverstone, precisamente perante o ‘seu’ público — planeava assistir à grande final entre Novak Djokovic e Roger Federer, rapidamente viu os seus planos serem atrapalhados.

Não estava vestido de acordo com o código de vestuário do torneio. Foi essa a justificação dada por um dos seus agentes na tarde deste domingo, dia em que Hamilton fora convidado para, juntamente com muitas outras personalidades do mundo do desporto, cinema e moda, marcar presença na Royal Box do Centre Court. Segundo o código de Wimbledon, os convidados para a área exclusiva do maior campo do All England Club têm de vestir um casaco, gravata e sapatos.

“Devido a um infeliz mal entendimento do código de vestuário, o Lewis não pode assistir à final masculina”, confirmou então o agente do campeão mundial, herói da Mercedes nas últimas épocas. Já um porta-voz de Wimbledon confirmou que “se o Lewis não se vestiu de acordo com o código pode afirmar-se que não seria permitida a sua entrada, mas não fazemos comentários sobre os nossos convidados. Se veio sem um casaco, gravata ou sapatos podia ter duas opções — não ficar ou tentar arranjar outras peças de roupa.” 

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.