Serena Williams. A terra é dela, outra vez

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Serena Williams. É dela, uma vez mais, o título de campeã de Roland Garros. E assim, de um ano para o outro, a norte-americana começa a afirmar-se como uma verdadeira campeã em Paris, onde na tarde deste sábado celebrou a conquista de um histórico vigésimo troféu em torneios do Grand Slam. Aos 33 anos parece imparável.

É a número um mundial, era a primeira cabeça de série e hoje assumia-se, uma vez mais, como a principal candidata ao título. Se é verdade que nos últimos dias as fracas condições físicas em que se apresentava eram notícia um pouco por todo o mundo, a norte-americana provou ser capaz de deixar para trás todas as dificuldades para voltar a subir ao mais alto lugar do pódio na capital francesa. Derrotou a guerreira Lucie Safarova, estreante em finais, por 6-3 6-7(2) 6-2.

Num dia de ação extra, dado que momentos antes Novak Djokovic e Andy Murray roubaram um pouco de protagonismo à final na programação até estar concluída a sua meia-final de singulares, a checa Safarova procurava estrear-se da melhor forma em torneios da elite mundial. Se na primeira partida o controlo pertenceu de forma absoluta à número um, no segundo parcial, quando tudo estava encaminhado (4-1) para uma vitória direta, Lucie Safarova conseguiu finalmente entrar em campo, justificar a sua alcunha de guerreira e começar a discutir de igual para igual a decisão.

Deu resultado e a número treze mundial, que tem atualmente 28 anos e tinha como melhor resultado de carreira em torneios do Grand Slam as meias-finais alcançadas em Wimbledon no último ano, venceu quatro jogos consecutivos para pela primeira vez na jornada de sábado se colocar na liderança e conseguiu mesmo levar a melhor num impressionate tiebreak. Não demorou, no entanto, até que a pupila de Patrick Mouratoglou — como tão lhe é característico — acordasse. E a partir daí a adversária não mais teve hipóteses. O atrevimento deixou de ser suficiente e a experiência falou mais alto. Jeux, set et match, Mademoiselle Serena Williams.

Com a vitória, a suada vitória, a norte-americana de 33 anos colocou um ponto final no sonho da checa e celebrou a sua vigésima conquista de singulares em torneios do Grand Slam. Do ‘outro lado’… Tem apenas quatro finais perdidas. E o registo, esse, fica ainda mais impressionante quando são considerados os pares: 33-4.

Depois de 2002 e 2013, os anos em que triunfou em Paris, Serena Williams volta a erguer o troféu de campeã na capital francesa, sobre a superfície onde continua a registar menos troféus, e está mais próxima de atingir o seu próximo grande objetivo: igualar e ultrapassar as históricas marcas de Steffi Graf (22, a única a estar à frente de Serena Williams contando apenas os registos da Era Open) e Margaret Court (24 — 11 dos quais na Era Open), as únicas jogadoras a ter mais títulos em torneios do Grand Slam.

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.