Fashion Line: Um Australian Open “colorido”

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Em janeiro regressou mais uma temporada de ténis e no primeiro mês do ano todas as atenções estão (estiveram) concentradas na Austrália, mais precisamente no Australian Open. Em 2015 não tivemos grandes vagas de calor, aliás, tivemos em vez disso encontros interrompidos devido à chuva e muitas surpresas chocantes em quadros principais. Esta edição do primeiro Major do ano fica sim marcada pelas indumentárias de cores exuberantes, que muitas retinas feriram (ou acordaram) ao longo das maratonas noturnas de ténis. [inclui duas galerias de imagens]

Começando pelas senhoras, o destaque recai sobre a Nike com uma coleção quase inteiramente florescente que (literalmente) brilhou nos courts de Melbourne Park. Num panorama geral, temos de tudo: do mais exuberante ao mais aborrecido.

Serena Williams: a campeã inovou com um vestido revelador na parte de trás, também em tons florescentes de amarelo e rosa mas que ainda assim primou pela originalidade e pela mensagem de que as costas poderosas de uma mulher podem ser símbolo de sensualidade como qualquer outra parte do corpo.

Maria Sharapova: talvez a vencedora do desfile de 2015, a bela russa deslumbrou num vestido vermelho, que contrastou na perfeição com o azul do court e também com uma abertura nas costas. O único senão? Os calções no interior, com um padrão irregular em rosa.

Eugenie Bouchard: a canadiana veste a coleção da Nike de Maria Sharapova e apresentou-se num conjunto simples, sem padrões, em cor-de-rosa, cujas alças finas no top realçavam o conjunto interior, no amarelo florescente do visor e das sapatilhas.

Simona Halep: a romena, uma das últimas aquições da Adidas, experimentou três conjuntos diferentes ao longo do torneio, utilizando três tops diferentes, com a saia lilás, nenhum com particular destaque, muito embora tenha sido eleita como a melhor vestida na votação que decorreu no site WTA.

Victoria Azarenka: a bielorrussa ainda se salvou nos encontros em que decidiu utilizar o top branco que completava a gradação para a saia amarela; quando optou por usar a camisola com manga a ¾ da mesma cor da saia, brilhou como um semáforo amarelo florescente.

Petra Kvitova: a checa, que também variou entre top e t-shirt, manteve-se, contudo, fiel à gradação do branco para o rosa florescente com o padrão pouco favorecedor da coleção.

Venus Williams: a mais velha das irmãs Williams, no vestido na sua marca, Eleven, esteve de volta à ribalta, mesmo com o padrão irregular em tons de azul, que acabou por ser disfarçado pelo corpo alto e esbelto da norte-americana.

Caroline Wozniacki: a dinamarquesa foi a principal cabeça-de-série com maior azar no sorteio, mas não teve tanto azar com o vestido de Stella McCarteney. Marcada por alguns desastres no passado, Wozniacki passou no teste com um vestido em tons de azul mar, com padrão na saia e uma abertura nas costas.

Ana Ivanovic: a sérvia sofreu um desaire na primeira ronda e só teve a oportunidade de desfilar por uma vez o seu vestido Adidas, ainda assim, melhor que a combinação saia/top, uma vez que apenas utiliza o lilás mais claro nas costas, onde transparece o laranja, contrastando com o resto do vestido mais escuro.

Passando ao circuito masculino, aqui sim foram protagonizados alguns dos desastres de moda mais graves dos últimos tempos, a nível de cores e padrões.

Novak Djokovic: começando novamente pelo campeão, Novak Djokovic jogou ‘pelo seguro’ com a Uniqlo, num conjunto simples e sem padrões, em azul e branco, não deslumbra, mas também não desilude.

Tomas Berdych: por falar em desilusões, começamos com Tomas Berdych e a H&M, que voltou aos seus padrões duvidosos. Em tons de azul, com uma t-shirt algo confusa e uns calções também com uma gradação de azul a ficarem cada vez curtos, o checo não ficou particularmente favorecido.

Grigor Dimitrov: prova de que a cor faz uma diferença enorme, o búlgaro utilizou o mesmo padrão da Nike que vestiu Nick Kyrgios, mas desta feita em preto e branco, um look bastante clean, que se salvou no meio de tanto “brilho”.

Rafael Nadal: no capítulo dos calções curtos, ninguém bate o espanhol Rafael Nadal. Os calções do maiorquino foram muito comentados ao longo desta edição do Australian Open, e a t-shirt em cor-de-rosa vivo não foram o maior sucesso da Nike e provaram não ser o amuleto da sorte do espanhol.

Roger Federer: o campeoníssimo suíço surpreendeu pela ausência do seu habitual pólo, apresentando-se numa t-shirt também florescente, desta feita em amarelo/verde, com uns calções cinzentos.

Nick Kyrgios: o jovem australiano assume-se cada vez mais como uma das promessas do seu país e brilhou neste Australian Open, pelas suas exibições e pelo uso do exuberante padrão da Nike numa mistura de rosa, amarelo e laranja florescentes, o maior destaque deste Australian Open, pela negativa.

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