Tsonga desafia Federer na final em Toronto

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Este sábado ficaram conhecidos os dois finalistas da Rogers Cup, prova pertencente à categoria Masters 1000. Já dizia o velho ditado “Não há duas sem três” e por isso mesmo o primeiro finalista é nada mais, nada menos do que o francês Jo-Wilfried Tsonga, 13.º cabeça-de-série, que ontem arredou o búlgaro Grigor Dimitrov, da sua primeira final em eventos Masters 1000 ao fim de 1h24 com parciais de 6-4 6-3.
Para Tsonga, esta é a sua 3.ª final em torneios Masters 1000 de carreira. No entanto, trata-se da primeira fora de Paris e em 3 anos. Para além disso, o francês torna-se no segundo atleta do seu país a avançar para a final da Rogers Cup, seguindo os passos de Richard Gasquet, finalista em 2006 e em 2012.
De destacar ainda que o possante tenista gaulês estava numa senda de sete derrotas consecutivas frente aos tenistas do Top 10 este ano e, entretanto, derrotou três de forma consecutiva no mesmo torneio (Djokovic, Murray e Dimitrov) para atingir a final.
Na final está também o aniversariante da semana, Roger Federer. O suíço, segundo principal favorito, fez a sua melhor exibição nas meias-finais e venceu o espanhol Feliciano Lopez por 6-3 6-4 em 1h22 num embate em que o ‘FedEx Express’ esteve, indubitavelmente, em estado de graça como comprovam os 77% de pontos ganhos com o primeiro serviço e os zero pontos de break enfrentados. É a segunda vez na carreira que atinge uma final desta categoria só com encontros disputados em sessões noturnas.
Federer, campeão em 2004 e em 2006 no Canadá, progride para a sua quinta final na Rogers Cup e irá em busca do seu vigésimo segundo título da categoria Masters 1000 e do seu octogésimo na sua ilustrada carreira. Para já, esta é a 120ª final de carreira e trigésima sétima final em Masters 1000 do ‘Maestro’ que, hoje, poderá bater ainda outro recorde ao alcançar 300 vitórias em encontros deste nível.
Em jeito de análise à final deste domingo, Roger afirmou que “Tsonga pode ultrapassar em potência os tenistas, servir como um trovão e depois jogar de forma agressiva com a sua direita e também ser sólido na sua esquerda” e elogiou ainda mais o seu oponente: “Tu pensas que estás numa boa posição na troca de bolas, e ele dá um passo à frente e acaba o ponto com um ‘winner’. É por isso que ele tem estado no Top 10 há muito tempo”.

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Natural da Ilha do Pico, Açores. Estudante do 2.º ano do curso de Direito da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa. Amante da modalidade desde a adolescência.

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