Diário de Frederico Marques – 21ª entrada

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Depois de mais uma semana de ouro para o ténis português, na qual João Sousa atingiu a sua segunda final de singulares ao vencer quatro encontros consecutivos na terra batida de Bastad, na Suécia, o seu treinador, Frederico Marques, traz-nos mais uma edição exclusiva do seu Diário. A não perder:

Da semana de Bastad só podemos dizer coisas boas. Afinal, por alguma razão é considerado o melhor ATP 250 há mais de 8 anos: As condições são espectaculares, tudo é cuidado ao mais mínimo detalhe, o local é incrível, com praia, muito ambiente à tarde/noite para ver o pôr do sol. A organização do torneio tem sempre alguma surpresa ou detalhe todos os dias, desde massagens, prendas, jantares, test driver de carros de alta gama, etc… Um autêntico luxo. 

Foi uma grande semana para o João e muito boa para o ténis nacional, é muito bonito ver a bandeira de Portugal novamente numa final de um torneio ATP. 

Em relação aos encontros, o João foi melhorando dia após dia, visto que vinha de competir em superfícies mais rápidas e não foi fácil nos primeiros dias. A final não correu obviamente como esperávamos. Notou-se um João bem mais cansado que nas rondas prévias – o encontro da meia-final foi muito duro fisicamente e mentalmente. Mas gostava de referir que não serve de desculpa. 

Há que melhorar tacticamente para poder ter mais soluções quando as condições do campo não são tão favoráveis. O ténis ao mais alto nível resume-se muitas vezes a um ou outro pormenor táctico e ainda mais numa superfície como a terra batida. Custou algo ao João entrar nessa linha este ano mas, como podemos ver, já está no bom caminho e aprendeu. Como referi antes, há ainda muita margem de progressão e isso só nos faz acordar todos os dias com um sorriso. 

Segue-se Hamburgo. Vamos tentar recuperar o mais rapidamente possível mas sem desculpas. Para estar entre os melhores do mundo há que jogar cansado e afrontar os problemas com as armas que temos nesse dia. Se se consegue ‘salvar’ essa situação o amanhã será seguramente melhor. Só assim se conseguem quebrar barreiras e chegar onde nunca se pensou! 

Frederico Marques

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Gaspar Ribeiro Lança

[email protected] | Dar palavras a um encontro de dois, três, quatro ou cinco sets, com ou sem tiebreak. Dar palavras a recordes, a histórias. Dar ténis a todos aqueles que o queiram. Mais, sempre mais. Foi com o objectivo de fazer chegar este capítulo do desporto a mais adeptos que fundei o Ténis Portugal em 2010. Cinco anos depois, fui convidado a ser co-responsável pela redação dos conteúdos do website, newsletter e redes sociais do Millennium Estoril Open.