Rubin e Ostapenko vencem em juniores

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Noah Rubin campeão de singulares 

O norte-americano Noah Rubin, oriundo do qualifying, conquistou esta tarde a competição de singulares masculinos do torneio de Wimbledon, no escalão de juniores. 

Numa final 100% norte-americana, algo que já não acontecia desde 1977 quando Van Winitsky derrotou Eliot Teltscher, Rubin, de 18 anos e actualmente já no 539º posto do ranking ATP, levou a melhor diante o seu compatriota Stefan Kozlov, dois anos mais novo e número 6 mundial de juniores, pelos parciais de 6-4 4-6 6-3, ao cabo de 2h06. 
Noah Rubin entrou melhor no encontro e depressa procurou colocar pressão nos jogos de serviço do seu oponente, conseguindo o break em duas das quatro oportunidades que teve à sua disposição. No segundo parcial, o equilíbrio manteve-se como a nota dominante, mas Kozlov mostrou-se menos errático e estabeleceu nova igualdade no placar. Porém, no terceiro e decisivo set, Rubin aumentou os seus índices de agressividade e ainda que tenha registado menos winners, esteve mais acutilante no seu serviço, especialmente no segundo, com o qual venceu 86% dos pontos. 
Jelena Ostapenko campeã de singulares

No circuito feminino, a grande vencedora da edição deste ano do torneio londrino é a letã Jelena Ostapenko, de 17 anos. 
Actualmente no 24º posto do ranking mundial de juniores, a tenista letã contrariou o favoritismo da eslovaca Kristina Schmiedlova, número 10 do mundo, vencendo o derradeiro encontro pelos parciais de 2-6 6-3 6-0, em 1h31. O confronto directo está em 2-0 para a atleta da Letónia, que na semana passada já havia derrotado Schmiedlova na final do Nike Junior International, em Roehampton. 
Quartofinalista do Open da Austrália 2014, Ostapenko conseguiu sacudir a pressão do momento à medida que o embate ía decorrendo e não ofereceu qualquer hipótese à sua adversária. A letã disparou um total de 40 winners (para apenas 17 da eslovaca) e conseguiu o break por sete vezes.

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Licenciado em Sociologia e Mestre em Comunicação, Cultura e Tecnologias de Informação pelo ISCTE. Considera-se um privilegiado por viver numa das melhores eras da história da modalidade.