A Opinião de Pedro Cordeiro #3

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Numa edição especial comemorativa do quarto aniversário do Ténis Portugal, Pedro Cordeiro faz-nos um balanço da prestação portuguesa no torneio de Roland Garros e a ‘ligação’ à curta mas sempre interessante temporada de relva, onde Portugal conta com atletas em acção no já terminado torneio de Nottingham, em Halle e, ainda, em Wimbledon. A não perder:

A participação portuguesa em Roland Garros teve como representantes quatro atletas: três no qualifying (Michelle Larcher de Brito, Gastão Elias e Rui Machado) e um directamente no quadro principal (João Sousa).

Os resultados no qualifying bastante positivos com excepção do Rui, que perdeu na primeira ronda para Guido Andreozzi (2-6 0-6), tendo para isso contribuído bastante uma lesão que o impediu de treinar e competir durante algum tempo e portanto não pode chegar a Paris nas melhores condições.

Quanto a Michelle Larcher de Brito e Gastão Elias, tiveram uma participação 100% vitoriosa na fase de qualificação, com vitórias sobre Sasnovich (6/3 6/4), Ramialson (7/5 6/0) e Kick (7/5 7/5) & Evans (6/3 6/1), Ignatik (6/0 4/6 6/4) e Kuznetsov (3/6 6/2 11/9), respectivamente.

Com estes excelentes resultados passaram ao quadro principal, onde já se encontrava o João Sousa.

Nesta fase as coisas já não correram tão bem: se por um lado o João tinha uma tarefa muito difícil pois o sorteio ditou que o seu opositor fosse o Djokovic, tendo perdido por 1-6 2-6 4-6 (apesar de ter tido sem dúvida a sua melhor prestação nestes últimos dois meses – deixando por isso boas referências para os próximos torneios -, as prestações da Michelle e do Gastão poderiam ter sido bem mais positivas.

A Michelle teve uma prestação menos conseguida contra a Julia Goerges, perdendo em dois sets (2-6 3-6) ao cometer muitos erros não forçados; quanto ao Gastão, também não teve um bom dia e perdeu contra Diego Schwartzman por 4-6 2-6 5-7, sem conseguir incomodar muito o argentino a quem tinha ganho no início do ano numa meia-final de um torneio Challenger.

É ainda de realçar a excelente prestação do João Sousa na variante de pares, onde atingiu os oitavos-de-final tendo como parceiro o norte americano Jack Sock – perdendo contra o par Golubev-Groth por 4-6 3-6.

Em relação à passagem rápida para a relva, o tempo de preparação não é muito, mas os jogadores mal dão início aos seus treinos em relva mal são derrotados em Roland Garros, de forma a assimilarem o mais rápido possível as mudanças técnico-tácticas – nomeadamente o facto de terem de jogar mais vezes na rede. Uns fazem-no em piso rápido antes de se deslocarem para Inglaterra, outros já em relva, aproveitando também os poucos torneios que existem nesta superfície para se prepararem da melhor forma para Wimbledon.

Pedro Cordeiro

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