Conexão Verde e Amarela: Futuro incerto

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O Brasil foi facilmente superando pela Alemanha nos Play-offs do Grupo Mundial da Copa Davis. Com o 4 x 1 no confronto, a equipe liderada pelo competente capitão João Zwetsch terá que disputar o Grupo I do Zonal Americano em 2014.

Sinceramente… Acho que é o lugar que o País merece estar neste momento.

Na época do Guga, nós dependíamos muito dele. Até mesmo nas duplas. Agora, com Bruno e Marcelo num nível de outro planeta, não precisamos “gastar” o combustível do nosso número 1, como quase sempre acontecia.

Thomaz Bellucci – Fotografia: Roberto Cardoso/ CurtaTênis

Thomaz Bellucci nunca passou muita confiança para a torcida. Viver na sombra do Guga é complicado. Entretanto, isto não pode ser desculpa pelos péssimos resultados dele, principalmente nesta temporada (8 V / 18 D).
O atual 116 do ranking da ATP ficou um longo período tratando de uma lesão abdominal. Agora, o novo problema é uma tendinite no ombro direito. Viajou para Ulm, cidade onde foi disputado o embate frente aos alemães, já com dores. Horas antes da partida decisiva do último dia, ele assumiu que iria jogar no sacrifício. Se ele já vinha jogando mal, imagina machucado? Não deu outra. Não ganhou nenhum set e nem chegou perto de ganhar.
Ele pode ter jogado seu último jogo na temporada.
Se a equipe já sabia que ele não estava 100%, por que não deixá-lo de fora e chamar outro? Simples. Porque não dá. Nenhum outro tem condição de bater de frente com Philipp Kohlschreiber (25), Florian Mayer (44) e Daniel Brands (60) – isso que Tommy Haas, 13º melhor do mundo, não joga mais Davis.
Rogerinho (127) e Thiago Alves (216), ou outros que vierem a ser convocados, como Feijão (118), Clezar (222), Monteiro (319) e Sant’anna (418), são lutadores e dedicados, mas o nível deles não chega aos pés da maioria dos jogadores das 16 nações do Grupo Mundial.
Enquanto o Brasil não fixar pelo menos dois tenistas no top 100, nunca vamos brigar por um lugar na elite do tênis. Não sei quais são as chances disso acontecer nos próximos três anos.
O futuro é incerto e preocupante.

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Brasileiro que adotou Portugal, mais precisamente Lisboa, para ser a sua cidade em 2013. Rafael Boro é responsável pelo CurtaTênis, parceiro do Ténis Portugal, e trabalha em parceria com sua esposa no site Cultuga. Escreve todas as segundas-feiras na coluna Conexão Verde e Amarela.

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