Rafael Nadal campeão em Roland Garros

0
O espanhol Rafael Nadal sagrou-se esta segunda-feira campeão de Roland Garros 2012, ao derrotar o sérvio Novak Djokovic numa final disputada em cinco sets e que terminou com uma dupla falta de Novak Djokovic, depois do jogo ter sido adiado no dia de ontem, devido à forte chuva que se fez sentir em Paris. Com o triunfo, o jogador espanhol de vinte e seis anos conquistou o seu décimo primeiro título do Grand Slam, do sétimo na capital francesa (um record na modalidade, ultrapassando Bjorn Borg, que tem seis títulos), enquanto Novak Djokovic perdeu a oportunidade de completar o Career Slam, depois de ter vencido os últimos três torneios Major.
Depois da interrupção no final da tarde de ontem, quando Djokovic parecia caminhar para uma recuperação completa (venceu o terceiro set e adiantou-se com um break nos dois primeiros jogos da quarta partida), Rafael Nadal não perdoou e recuperou a quebra de serviço sofrida no dia de ontem, vencendo todos os jogos de serviço do dia de hoje. No tiebreak do quarto set, o tenista maiorquino acabou por levar a melhor, caindo sobre a terra batida do court Philippe Chatrier, ao celebrar a sétima conquista em oito anos no torneio gaulês.
Do outro lado, o sérvio baixou a cabeça, como que não acreditando, acabando por não conter a tristeza já sentado no banco. A derrota será, com certeza, uma das mais duras de gerir psicologicamente na carreira de Djokovic, por tudo o que poderia ter significado (quarto Major diferente para o seu palmarés, quarto Major consecutivo, todos eles diante de Rafael Nadal), mas marca também o nascer do sérvio em finais de Roland Garros, a única que nunca tinha disputado.
Depois da festa, que culminou com a escalada às bancadas e à sua entourage, Rafael Nadal ergueu a Taça dos Mosqueteiros (entregue por Mats Wilander, tri-campeão em França) pela sétima vez na sua carreira, exactamente doze meses depois de ter derrotado Roger Federer na final da última edição, também em quatro sets, quebrando assim uma série de três finais consecutivas perdidas para Novak Djokovic (Wimbledon, 4 sets, US Open, 5 sets, Australian Open, 5 sets), cerimónia a que se seguiu o hino espanhol.
Conformado com a derrota, Djokovic deu os parabéns ao seu adversário: “Parabéns ao Rafa e à sua equipa, foi um grande jogo e ele foi melhor, é um grande jogador. Obrigado a todos [público] pelo vosso apoio, é um privilégio estar na final pela primeira vez na minha carreira e espero voltar a estar bem no próximo ano.”
Erguido o troféu, sob os aplausos do público francês, Nadal celebrou o 50º troféu da sua carreira – que praticamente coincide com os cinquenta milhões de dólares norte-americanos amealhados em torneios profissionais – e expressou-se num através do espanhol, francês e inglês: “Parabéns ao Nole e à sua equipa, foi muito bom ter jogado contra o melhor do mundo. Este é o melhor torneio do circuito, muito obrigado a todos os que estão a acompanhar-me, à minha família e amigos, sem vocês seria impossível. É um dos momentos mais especiais da minha carreira.”


O título, o já referido décimo primeiro, permite-lhe alcançar Bjorn Borg e Rod Laver na lista de jogadores com títulos do Grand Slam, tornando-se ainda o terceiro jogar mais novo da história a alcançar este feito (só atrás do próprio Bjorn Borg e de Roger Federer).

Leia também:

About Author

Online desde 2010, o Ténis Portugal assume-se como uma publicação independente que ocupa uma posição de referência no panorama nacional tenístico.